Para o jornalismo independente, a Cúpula é mais que um fato político: é parte de uma disputa de narrativas. Ao ignorar ou minimizar esses encontros, a mídia tradicional reforça uma lógica excludente de cobertura. Já as vozes alternativas têm o papel de ampliar o debate, visibilizar as demandas do Sul Global e traduzir o momento histórico em linguagem acessível e crítica.
O mundo mudou. A imprensa precisa mudar com ele.
A Cúpula do BRICS+ no Rio não foi apenas um evento diplomático. Foi uma sinalização inequívoca de que uma nova ordem internacional está em curso — mais multipolar, mais questionadora e menos submissa ao velho eixo Washington-Bruxelas.
Mas enquanto líderes globais discutem um novo sistema financeiro, a democratização da inteligência artificial e a reforma da ONU, boa parte da imprensa tradicional permanece em silêncio ou refém de seus patrocinadores históricos. A cobertura é rasa, enviesada ou inexistente.
É nesse vácuo que o jornalismo independente encontra sua missão histórica. Não se trata apenas de noticiar, mas de narrar o mundo com outras lentes. Dar voz ao Sul Global, traduzir os embates de poder e revelar o que está por trás dos acordos e declarações.
O BRICS+, com todas as suas contradições, representa uma fresta. E o jornalismo alternativo precisa ser o ar que entra por ela.




