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Brasil apresenta primeiro caça supersônico produzido no país e entra em grupo seleto da indústria de defesa

F-39E Gripen marca avanço tecnológico, transferência de conhecimento e fortalecimento da soberania nacional

25/03/2026 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, nesta quarta-feira (25), da apresentação do caça F-39E Gripen, na unidade da Embraer em Gavião Peixoto, interior de São Paulo. O evento marca um momento histórico: a primeira aeronave supersônica produzida no Brasil.

Com o avanço, o país passa a integrar um grupo restrito de nações com capacidade de desenvolver e fabricar caças de alta complexidade, sendo o primeiro da América Latina a dominar essa tecnologia.

“Hoje, o céu do Brasil é palco de um momento histórico. Voei escoltado pelo primeiro Gripen produzido no Brasil. Isso mostra um país que investe em tecnologia e reafirma sua soberania”, afirmou o presidente.


Programa estratégico e investimento bilionário

A produção do Gripen integra o Programa Caça FX-2, que prevê investimentos de R$ 28,5 bilhões entre 2014 e 2033. Parte dos recursos está vinculada ao Novo PAC, com foco na aquisição, produção de aeronaves e transferência de tecnologia para a indústria nacional.

O vice-presidente Geraldo Alckmin destacou o papel estratégico do setor:

“A indústria da defesa está na vanguarda da inovação e é um seguro para a soberania nacional.”


Tecnologia, emprego e transferência de conhecimento

Desenvolvido em parceria com a empresa sueca Saab, o caça F-39E Gripen é classificado como multiemprego, com capacidade para missões de defesa aérea, reconhecimento, ataque ao solo, inteligência e proteção de forças.

A produção no Brasil envolve mais de um milhão de horas de trabalho entre desenvolvimento e testes, além de cerca de 600 mil horas de treinamento.

A cooperação internacional inclui transferência de tecnologia e formação de profissionais brasileiros, ampliando a autonomia industrial e reduzindo a dependência externa.

Segundo o CEO da Embraer, Francisco Gomes Neto, a unidade de Gavião Peixoto está preparada para produzir aeronaves também para exportação, com potencial de expansão para mercados da América Latina.


Cadeia produtiva e impacto econômico

O programa prevê a produção de 36 aeronaves, sendo 15 fabricadas no Brasil. Empresas nacionais como AEL Sistemas, Akaer e Atech participam do desenvolvimento e fornecimento de componentes.

A iniciativa deve gerar cerca de 13 mil empregos no país, entre diretos e indiretos, além de impulsionar a cadeia produtiva e setores ligados à inovação e tecnologia.

Para o comandante da Aeronáutica, Marcelo Damasceno, o projeto representa um marco:

“Esse momento simboliza a consolidação do Brasil como referência na produção de caças supersônicos no Hemisfério Sul.”


Reequipamento da Força Aérea

O Programa FX-2 tem como objetivo modernizar a frota da Força Aérea Brasileira com aeronaves de última geração, equipadas com radar avançado, sistemas de guerra eletrônica e mísseis de longo alcance.

O cronograma prevê a entrega das primeiras unidades produzidas no Brasil ainda em 2026.


Inovação e futuro da aviação

Durante a visita, o presidente também conheceu a pista da Embraer, considerada a maior do hemisfério sul, com cinco quilômetros de extensão, e acompanhou a apresentação do eVTOL da Eve Air Mobility, veículo elétrico de decolagem vertical voltado para mobilidade urbana.

O projeto, financiado pelo BNDES, está em fase avançada de testes e representa uma nova fronteira para o setor aeronáutico brasileiro.


Marco para a soberania nacional

Além do avanço tecnológico, o Gripen simboliza um salto estratégico para o Brasil, consolidando o país como protagonista na indústria de defesa e abrindo caminho para novos mercados internacionais.

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