O presidente Luiz Inácio Lula da Silva abriu, nesta terça-feira (23), o debate geral da 79ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York, reafirmando o compromisso do Brasil com a democracia, a soberania nacional e o multilateralismo.
Em um discurso de mais de uma hora, Lula alertou que os ideais que inspiraram a criação das Nações Unidas “estão ameaçados como nunca antes” e que o mundo vive “a consolidação de uma desordem internacional marcada por seguidas concessões à política do poder”.
O presidente brasileiro denunciou ataques às democracias em várias partes do mundo, ressaltou a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado e afirmou que **“não há pacificação com impunidade”.
Lula também destacou o retorno do Brasil ao Mapa da Fome, comemorou a saída do país dessa condição em 2025, e defendeu a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza lançada pelo G20, já com apoio de mais de 100 países.
O chefe de Estado reforçou ainda a necessidade de regulação das plataformas digitais, denunciou o genocídio em Gaza, cobrou solução pacífica para a guerra na Ucrânia e convocou líderes a assumirem compromissos efetivos contra a crise climática, antecipando a COP30 em Belém como a “COP da verdade”.
Segundo Lula, **“a democracia e a soberania são inegociáveis”**, e o papel da ONU deve ser revitalizado diante dos desafios do século 21: fome, desigualdade, crise climática, guerras e ameaças autoritárias.
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