Prefeito assinou decreto de desapropriação do imóvel nesta terça-feira (20). Obras estão previstas para começar no início de 2027 e integram as ações de revitalização do Centro.
Um dos palcos que marcaram a história cultural de Niterói poderá voltar a receber artistas e público. Fechado desde 1991, o Teatro Leopoldo Fróes será restaurado pela Prefeitura, que prevê iniciar as obras no começo de 2027. O decreto de desapropriação do imóvel foi assinado pelo prefeito Rodrigo Neves nesta terça-feira, 20 de outubro.
A assinatura ocorreu no gabinete do prefeito, com a presença do arcebispo de Niterói, Dom José Francisco Rezende Dias, do bispo auxiliar Dom Geraldo de Paula Souza e da primeira-dama Fernanda Neves.
Pertencente à Mitra Arquidiocesana de Niterói, o imóvel foi objeto de diálogo entre o município e a Arquidiocese para viabilizar sua recuperação. A proposta é devolver à população um espaço destinado a espetáculos, encontros e manifestações culturais, fortalecendo a produção artística e contribuindo para a revitalização da região central.
“O Teatro Leopoldo Fróes faz parte da memória afetiva de Niterói. Vamos restaurar esse espaço e devolver à cidade um equipamento cultural que vai fortalecer os grupos teatrais e culturais, ampliar as opções de entretenimento e ajudar na revitalização do Centro. Quero agradecer à Arquidiocese pelo diálogo e pela compreensão. Tenho certeza de que esse patrimônio estará a serviço do bem comum”, afirmou Rodrigo Neves.
Além da preservação do imóvel, a restauração prevê sua adequação às necessidades da produção cultural contemporânea. A expectativa é ampliar os espaços disponíveis para companhias de teatro, grupos culturais e produções independentes, oferecendo novas opções de programação para moradores e visitantes.
Dom José Francisco Rezende Dias ressaltou a importância do entendimento com o município e explicou que a Arquidiocese não dispõe dos recursos necessários para recuperar o teatro.
“Esse teatro já foi um importante espaço de divulgação da cultura e da arte em Niterói. Hoje, a Arquidiocese não dispõe das condições necessárias para realizar sua restauração. Por isso, vemos com satisfação essa iniciativa, que permitirá recuperar um patrimônio histórico e devolver à população um lugar de encontro, entretenimento, cultura e fraternidade. Acreditamos que será um bem para toda a cidade”, declarou o arcebispo.
Um palco na memória cultural de Niterói
Inaugurado em 1973 como Teatro Leopoldo Fróes, o espaço se consolidou como referência para a experimentação e a produção artística niteroiense. Antes, o local abrigava o Teatro Alvorada e passou a acolher a programação do Instituto Niteroiense de Desenvolvimento Cultural (INDC) durante as obras do Theatro Municipal de Niterói.
A alternativa provisória ganhou importância na vida cultural da cidade. O palco se tornou ponto de encontro de artistas e grupos, recebendo montagens experimentais e diferentes linguagens cênicas.
O fechamento, em 1991, interrompeu essa trajetória. Agora, 35 anos depois, o anúncio da recuperação abre a perspectiva de reintegrar o teatro ao circuito cultural de Niterói e preservar a memória de quem construiu sua história.
Recuperação integra ações para o Centro
A restauração do Leopoldo Fróes se soma às iniciativas de revitalização da região central, que incluem intervenções de infraestrutura, recuperação de imóveis históricos e implantação de espaços de cultura, esporte e lazer.
Entre os equipamentos citados pela Prefeitura nesse processo estão o Mercado Municipal de Niterói, a Arena Niterói e o Complexo de Atletismo Aída dos Santos. Projetos como o Solar Notre Rêve, o Museu do Cinema e a nova Catedral Católica também integram as iniciativas de valorização da região.
As ações estão alinhadas ao programa Reviver Centro, que busca estimular a ocupação dos espaços públicos, preservar o patrimônio histórico e diversificar as atividades econômicas e culturais.
Com o decreto assinado, o município avança nos procedimentos para viabilizar a recuperação do teatro. A previsão anunciada é de início das obras no começo de 2027; o material divulgado não informa o investimento previsto nem a data de reabertura.
Fotos: Claudio Fernandes


