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Bloco das Piranhas: a irreverência que atravessa gerações, promete ser a sensação na Região dos Lagos no Carnaval 2026 de Araruama

Fundado em 1981 nos fundos de uma casa, o bloco transformou simplicidade em tradição, ousadia em identidade e hoje reúne cerca de 100 mil foliões na segunda-feira de carnaval, em uma explosão de alegria, crítica social e fantasia.

E todo ano é assim: quando as Piranhas entram em cena, não há quem fique parado. Considerado o maior e mais irreverente bloco de carnaval do município, o Bloco das Piranhas promete, mais uma vez, incendiar a folia e arrastar uma multidão, que vem de longe para viver uma das folias mais disputadas da Região dos Lagos.

A regra é clara, ou melhor, a falta dela. Homens se vestem de mulher, mulheres se fantasiam de homem, a imaginação corre solta e a irreverência vira fantasia oficial. No Bloco das Piranhas, o carnaval é liberdade, brincadeira e crítica bem-humorada, como manda a melhor tradição carnavalesca.

Dos fundos de casa para a história do carnaval

A história do bloco começa em 1981, de forma simples e absolutamente genuína, nos fundos da casa de seu Eduardo Magno Valladares, o Dadinho, idealizador do Bloco das Piranhas. O que era uma reunião despretensiosa de amigos, regada à música e alegria, logo virou paixão passada de geração em geração. Seu Dadinho nos deixou em 2001, mas seu legado, assim, como as letras da cantora Alcione, dizia: “não deixe o samba morrer, não deixe o samba acabar…”
E assim o filho, Eduardo Magno Valladares Júnior, atual líder do bloco, seguiu com a tradição, mantendo viva a folia e as memórias de criança.
“Eu era muito pequeno quando via os foliões reunidos no fundo da casa do meu pai. Tudo era muito simples. No começo, a gente não tinha nem carro de som. O barulho da nossa folia vinha dos instrumentos artesanais e das marchinhas cantadas na maior felicidade”, relembra Eduardo.

Caipirinha, marchinhas e uma marca registrada

Ainda na década de 80, o Bloco das Piranhas já desfilava pelas ruas do centro de Araruama, reunindo centenas de foliões e deixando sua marca registrada por onde passava: um carro-pipa cheio de caipirinha, distribuída gratuitamente para animar ainda mais a festa.
Era impossível não notar a passagem das Piranhas. A mistura de fantasia, música e ousadia logo conquistou a cidade.

Da simplicidade ao trio elétrico

Nos anos 90 e início dos anos 2000, o bloco acompanhou a evolução do carnaval. Vieram o carro de som, o aumento expressivo do público e, com isso, as Piranhas deixaram de ser apenas um bloco querido para se tornar um verdadeiro fenômeno popular. Já se falava em milhares de foliões.
O grande salto veio em 2004, com a chegada do trio elétrico. A partir dali, a festa ganhou ainda mais potência. Bandas passaram a integrar o desfile, a energia aumentou e o crescimento foi inevitável.
“Cada fase do bloco acompanhou o seu tempo, mas sem perder a essência. A gente modernizou a estrutura, mas manteve o espírito irreverente e popular que sempre foi a alma do Bloco das Piranhas”, destaca Eduardo Magno Valladares.

Extravagância, crítica e tradição que não muda

Entre fantasias exageradas, brincadeiras irreverentes e letras cheias de bom humor, muitas vezes com aquela crítica ácida típica do carnaval, o Bloco das Piranhas construiu uma trajetória única. E, apesar de mais de duas décadas de crescimento e transformação, uma tradição permanece intacta: o lendário carro-pipa lotado de caipirinha, que até hoje faz a alegria dos foliões.
Atualmente, o Bloco das Piranhas arrasta cerca de 100 mil pessoas no carnaval de Araruama. Foliões que chegam de várias cidades, famílias inteiras, amigos, turistas, todos atraídos pela fama de um bloco que não tem medo de ousar, brincar e comemorar a vida.
“Ver esse mar de gente, saber que tudo começou de forma tão simples e hoje se tornou um dos maiores blocos da região é emocionante. O Bloco das Piranhas é do povo, é da cidade e é da alegria”, afirma Eduardo.

No carnaval de Araruama, uma coisa é certa: quando as Piranhas saem às ruas, a cidade inteira cai na folia.

 

 

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