Candidato à reeleição pelo PT destacou programas educacionais, formação de professores e ampliação do ensino superior durante entrevista à TV Globo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição pelo PT, afirmou nesta quinta-feira (27) que a educação continuará no centro de seu projeto de desenvolvimento para o Brasil. A declaração foi feita durante o programa “Entrevista com o Candidato”, exibido pela TV Globo após o Jornal Nacional. A participação do petista na série de entrevistas foi confirmada pela emissora.
Ao apresentar suas propostas para um eventual novo mandato, Lula defendeu a ampliação do acesso ao ensino, a permanência dos jovens nas escolas e a formação de profissionais preparados para uma economia cada vez mais ligada ao conhecimento, à ciência e às novas tecnologias.
“Se tem uma coisa de que eu tenho orgulho é que o Brasil nunca teve um presidente da República que cuidasse da educação como eu cuidei”, declarou.
Ciência, tecnologia e formação profissional
Durante a entrevista, Lula afirmou que pretende ampliar o número de brasileiros com formação superior e reduzir a dependência do país da exportação de produtos primários.
“Eu quero que o Brasil seja exportador de inteligência e de conhecimento. Não quero que o Brasil continue exportando apenas minério de ferro, soja e milho”, disse.
O candidato também defendeu novos investimentos na formação de professores e destacou a importância de atrair estudantes com bom desempenho para os cursos de licenciatura. Entre as iniciativas citadas está o Pé-de-Meia Licenciaturas, que concede incentivo financeiro a estudantes matriculados em cursos voltados à formação de docentes.
Para Lula, a qualidade da formação dos professores tem influência direta sobre o desempenho dos estudantes. Matemática, engenharia, ciência da computação, inteligência artificial e outras áreas tecnológicas foram apontadas como estratégicas para o futuro do país.
O presidente recordou ainda a criação da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep), lançada em 2005. Segundo ele, o crescimento da participação dos estudantes demonstra que é possível ampliar o interesse pelas ciências exatas.
Lula relacionou os investimentos em educação e tecnologia à soberania nacional, argumentando que o Brasil precisa formar profissionais capazes de participar da disputa mundial pelo desenvolvimento de novas tecnologias.
Alfabetização e permanência nas escolas
Questionado sobre os desafios enfrentados pela educação pública, Lula citou programas federais voltados a diferentes etapas do ensino, entre eles o Escola em Tempo Integral, o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada e o Pé-de-Meia.
Dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) mostram que o percentual de estudantes alfabetizados ao final do segundo ano do ensino fundamental passou de 56% em 2023 para 59% em 2024 e chegou a 66% em 2025. Os números fazem parte do Indicador Criança Alfabetizada.
O Pé-de-Meia, por sua vez, funciona como uma poupança destinada a estudantes do ensino médio público, com incentivos vinculados à matrícula, à frequência e à conclusão dos estudos. Segundo o Ministério da Educação, o objetivo é reduzir o abandono escolar e estimular a permanência dos jovens nas salas de aula.
Lula também ressaltou a expansão das universidades e dos Institutos Federais realizada durante seus governos e nas administrações da ex-presidente Dilma Rousseff.
Ao encerrar o tema, o candidato afirmou que pretende dobrar o número de trabalhadores com diploma universitário. Segundo Lula, o país teria passado de 5 milhões de profissionais graduados, no início de seu primeiro mandato, para aproximadamente 25 milhões atualmente.
“Eu quero chegar a 50 milhões”, declarou.
A entrevista integra a cobertura da TV Globo com candidatos à Presidência da República nas eleições de 2026.


