Morreu na segunda-feira, 27 de abril, aos 42 anos, a ex-vereadora do Rio de Janeiro Luciana Novaes. A confirmação veio por meio de nota oficial da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, que informou o acionamento do protocolo de morte cerebral da parlamentar.
Luciana Novaes construiu uma trajetória marcada pela resistência e pelo compromisso com a inclusão. Em 2003, quando ainda era estudante da Universidade Estácio de Sá, no campus do Rio Comprido, foi vítima de uma bala perdida durante um episódio de violência urbana. O disparo a deixou tetraplégica e dependente de ventilação mecânica, mudando radicalmente o rumo de sua vida.
Mesmo diante das limitações impostas pela condição, Luciana seguiu ativa na vida pública e acadêmica. Tornou-se uma voz firme na defesa dos direitos das pessoas com deficiência e na construção de políticas públicas voltadas à inclusão social. Durante sua atuação parlamentar, deixou um legado expressivo, com quase 200 leis voltadas para acessibilidade, cidadania e garantia de direitos.
Em manifestações públicas, a ex-vereadora frequentemente lembrava o episódio que marcou sua vida como um símbolo da violência que atinge diariamente a população carioca. Em uma de suas declarações, destacou o desejo por uma cidade mais segura e humana, reforçando seu compromisso com a construção de um Rio de Janeiro pautado pela paz.
A Câmara Municipal ressaltou, em sua homenagem, o exemplo de perseverança e superação de Luciana Novaes, cuja trajetória transformou dor em luta coletiva. Sua história permanece como referência na defesa da inclusão e dos direitos humanos no cenário político do Rio de Janeiro.




